Publicado em 19/08/2020 às 10h41 | 433 visualizações | |

Representantes de grupos de manejo de pirarucu se reúnem em Tefé

 

 

Há 12 anos, cerca de 150 manejadores de pirarucu, técnicos, pesquisadores e representantes de instituições governamentais se reúnem anualmente para trocar experiências e discutir as oportunidades e desafios da atividade.

Neste ano, em função da pandemia do novo coronavírus, o formato do encontro teve que ser adaptado para atender as recomendações sanitárias e proteger as pessoas envolvidas. Em vez de um grande evento e da rodada de negócios, foi realizada na última sexta-feira (7), uma reunião com cerca de 15 representantes dos grupos de manejo. O encontro, que aconteceu na sede do Instituto Mamirauá, em Tefé (AM), marca a retomada das atividades de manejo do pirarucu na região. 

“Essa é uma oportunidade para trocar experiências com pescadores de outras áreas de manejo sobre a cadeia produtiva do Pirarucu (Arapaima gigas) e outras espécies, identificando problemas e propondo soluções para o seu melhor desempenho”, afirmou a coordenadora do Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá, Ana Cláudia Torres.

Na parte da manhã, foram abordados os efeitos da pandemia de covid-19 nas ações do Instituto Mamirauá e dos grupos de manejo, bem como os condicionantes para retomada das atividades de contagem de pirarucu, reuniões de planejamento, pesca, monitoramento da produção, comercialização e avaliação. Durante a tarde, o grupo discutiu estratégias com o objetivo de agregar valor ao pirarucu, além de informar sobre as articulações e negociações em andamento para venda e definir as ações do Instituto para aproximar os grupos de manejo a potenciais compradores.

O manejo de pirarucu na Reserva Mamirauá

Desde 1998, o Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), atua junto às comunidades da Reserva Mamirauá com objetivo de promover a conservação dos recursos pesqueiros por meio do manejo participativo. O modelo de manejo participativo é reconhecido como uma experiência de grande importância econômica e cultural para a região.

Texto e Foto: IDSM

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