13/08/2020 às 09h43 | 294 visualizações |

NO DIA DOS PAIS, UMA TRISTE REALIDADE NO BRASIL: 100 MIL MORTOS!

Cenário desanimador

 

Mesmo antes de chegar e avançar em território brasileiro, o novo coronavírus já demonstrava, sobretudo na Itália e na Espanha, o quanto o quadro epidemiológico era sério e grave, exigindo medidas de isolamento social e fortalecimento da rede pública de saúde. Inclusive colocando de joelhos aqueles governantes que não levaram a sério os alertas dos especialistas da área de saúde, e que depois tiveram que reconhecer publicamente que estavam errados, pedindo inclusive desculpas pelas palavras e ações equivocadas.

Destarte, com o vírus já circulando pelo país, os diversos especialistas da área – podemos citar, como exemplo, a doutora Margareth Dalcolmo – não somente ressaltaram a sua preocupação em relação ao vírus como também alertaram às autoridades públicas para operacionalizarem medidas efetivas de combate ao novo coronavírus. Por variadas vezes chamaram a atenção para os protocolos e as ações elaborados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com destaque para o isolamento social, que deveria ser o instrumento principal de combate ao vírus enquanto os esforços científicos se voltariam para o desenvolvimento de uma vacina.

Entretanto, a extrema-direita que ascendeu ao poder em diversos países do globo, através de fake news, discurso de ódio e intolerância, com base em negacionismos, tratou de desqualificar o discurso científico e disseminar fake news, dizendo que a dita pandemia era uma “invenção da esquerda” infiltrada “em organismos internacionais”. Quando não puderam mais sustentar as notícias falsas, tombaram frente à realidade da pandemia, mas não sem antes culpar a China e seu “plano de conquistar o mundo”.

No Brasil, o presidente da República, adepto de tais práticas citadas acima, num primeiro momento minimizou a pandemia, depois disse que era apenas uma “gripezinha”, mesmo com todo o exemplo externo e todas as orientações dos especialistas da área de saúde (nacionais e internacionais). Criticou o isolamento social, acusando os governadores de uma série de impropérios. Em plena pandemia, saiu pelas ruas de Brasília sem máscara e constantemente atacava o isolamento social, pregando a abertura de tudo, de todas as atividades da vida social. Quando o país se aproximou das 50 mil mortes, o dito presidente disse: e daí?

Não bastasse tudo isso, paralisou o Ministério da Saúde com demissões e uma indicação interina de um ministro militar e sem formação na área. Soma-se a isso todo o episódio de defesa da cloroquina, sem existência de comprovação científica. Mas para quê ciência para quem se pauta no negacionismo?

Hoje, infelizmente, há vários filhos que estão chorando a ausência de seus pais, que foram vitimados pelo Covid-19. Morreram! E tiveram esse destino pelas ações equivocadas de quem tendo todas as informações necessárias – emanadas dos organismos internacionais, dos especialistas da área, difundidas pela imprensa, etc. – escolheu confundir a população, jogando-a direto ao vírus.

Há um grande responsável por tais mortes, e sabemos quem é!

 

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