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Guardiões da floresta: em junho, mais de 30 agentes ambientais devem ser cadastrados com apoio do Instituto Mamirauá

Agentes ambientais voluntários desempenham papel de grande importância para conservação dos recursos naturais na Amazônia Central. Instituto Mamirauá apoia as ações dos AAVs nas Reservas Mamirauá e Amanã, no estado do Amazonas.

 

Juntas, as Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã somam mais de 3.400.000 hectares. A criação das duas unidades de conservação foi um importante passo para manutenção dos recursos naturais e do modo de vida da população local. Para fortalecer a proteção ambiental da região, o Departamento Estadual de Mudanças Climáticas e Gestão de Unidades de Conservação (Demuc), com o apoio do Instituto Mamirauá, forma Agentes Ambientais Voluntários (AAVs).    

Os AAVs atuam como agentes de informação, realizando atividades educativas, proteção, vigilância e sensibilização ambiental junto aos moradores de suas comunidades. Para Paulo Roberto e Souza, técnico do Programa de Gestão Comunitária do Instituto Mamirauá, os agentes são uma grande aposta para auxiliar as atividades de conservação ambiental na Amazônia. "A gente entende que ter essas pessoas, com esse ânimo e disponibilidade, para realizar o trabalho de proteção é muito importante. Os moradores locais são os primeiros interessados no uso e, sem proteção, não temos garantia que esses recursos perdurem".

O credenciamento de novos Agentes Ambientais Voluntários é responsabilidade do Demuc, órgão da Secretaria do Estado de Meio Ambiente do Amazonas (Sema). A iniciativa existe desde 2008 e baseou-se em uma experiência realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), entre os anos de 1995 e 2013. Antes de atuar como verdadeiros guardiões das florestas, os comunitários devem passar por cinco etapas muito importantes: mobilização, capacitação, avaliação e monitoramento, credenciamento e atualização. Confira abaixo no que consiste cada etapa.

De acordo com Jefferson Moreira, da Sema, o Programa Agente Ambiental Voluntário foi pensado como uma ferramenta para auxiliar na gestão das unidades de conservação. "Com o passar do tempo, nós notamos que era necessário fortalecer os comunitários. E, o programa se mostrou uma ótima ferramenta para isso, além de ajudar na formação de lideranças dentro das comunidades", afirmou.  

Parceria de sucesso

A formação de Agentes Ambientais Voluntários faz parte do projeto "Participação e Sustentabilidade: O Uso Adequado da Biodiversidade e a Redução das Emissões de Carbono nas Florestas da Amazônia Central (BioREC), financiamento pelo Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). Em aproximadamente 5 anos de projeto, foram capacitados 265 comunitários para atuar na proteção ambiental das Reservas Mamirauá e Amanã. No próximo mês, mais 34 agentes devem ser credenciados pelo Demuc.

Jefferson ressalta que a parceria com o Instituto Mamirauá é uma das mais fortes já estabelecidas. "É através do instituto que conseguimos chegar onde somente a Secretaria do Estado de Meio Ambiente do Amazonas chegaria". A analista ambiental da Sema, Nara Perdigão, reforça a importância da parceria. "Nós vemos o Instituto Mamirauá como co-gestora das Reservas Mamirauá e Amanã". Segundo a analista, as duas áreas são as que possuem uma maior quantidade de AAVs atuando". "Atribuímos isso ao apoio do Instituto Mamirauá", disse.

O projeto rendeu a publicação "Proteção ambiental: um compromisso de todos". A cartilha educativa reúne informações sobre fauna e flora da Reserva Mamirauá, além do importante trabalho dos Agentes Ambientais Voluntários. A publicação está disponível para acesso e download gratuito no site do instituto. 

Texto: Laís Maia

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