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09/04 16h10 2018 Você está aqui: Home / Educação Raifran Brandão Imprimir postagem

Atraso nas obras do campus do Ifam, em Tefé, faz alunos e professores se mobilizarem

A obra já vai para a terceira licitação e ainda está longe de ser concluída

 

Improviso. Essa é a situação que define a estrutura que acomoda o campus do Instituto Federal do Amazonas – Ifam, em Tefé. A instituição, de importante papel na formação da mão de obra técnica no Amazonas chegou no município e encheu a comunidade e funcionários de esperança. Mas essa realidade anos depois logo se tornou um pesadelo, transformando em frustração a esperança daqueles que esperavam ver concluído o moderno e amplo prédio que sediaria o órgão.

Espremido em um espaço cedido pelo município (um anexo da escola municipal Luzivaldo Castro), o local, que seria provisório enquanto se concluiria a obra do campus, já perduram quatro anos e o improviso pode ser visto logo no acesso ao prédio com objetos acomodados ao longo de corredores e locais inadequados.

Pior ainda é a falta de laboratórios para o curso de informática, por exemplo. O curso de agropecuária, sem unidade de produção; curso de administração, sem as visitas técnicas, porque não há transporte, entre outros inconvenientes que fazem parte da triste realidade da instituição no município são alguns problemas apontados por professores e alunos.

O departamento de ensino, pesquisa e extensão é outro exemplo incontestável das más condições de trabalho que o corpo técnico enfrenta diariamente, obrigando profissionais a revezar uso de computador, por exemplo.

Enquanto isso as obras da sede da instituição, orçada em mais de 7 milhões vai sofrendo a ação do tempo, sob sol e chuva.

Nesse cenário de descontentamento a alternativa foi uma articulação para mobilizar o corpo docente e discente, já que a promessa de conclusão da obra vem sendo feita periodicamente. “Estão empurrando a obra com a barriga. Sentimo-nos enganados com tantos prazos e essa obra não sai”, desabafou um professor. Um grupo de aluno também procurou nossa equipe para dizer que o sentimento é de descrédito. “É sempre a mesma conversa e nunca sai nada”, protestou o grupo.

Procurado por nossa equipe, o diretor da Unidade em Tefé, Aildo da Silva Gama, reconheceu a legitimidade da mobilização e disse que realmente a capacidade de atendimento do órgão ficou muito reduzida em função da estrutura que a entidade dispõe hoje. Mas destacou a vinda a Tefé de três Pró-Reitores para discutir a situação.

Desde o início das obras duas empresas já passam por licitação. De acordo com Jaime Cavalcanti Alves, Pró-Reitor de Desenvolvimento Institucional, a parte que cabia ao Ifam já foi tomada e que o órgão aguarda a dotação orçamentário que vem do MEC.

Mais informações sobre as manifestações do corpo discente e docente

Servidores e estudantes do Instituto Federal do Amazonas campus Tefé realizaram, segunda-feira 02 de abril, uma série de manifestações em prol da retomada da construção do prédio definitivo e por condições mínimas para a realização de suas atividades. As ações foram desenvolvidas nos três turnos em alusão ao quarto ano de implantação do campus.

A Comunidade Acadêmica produziu uma carta direcionada a Gestão do campus apresentando as suas insatisfações perante as atuais condições de funcionamento e solicitando intervenções para a sua resolução. Em 2018 o campus Tefé deixou de ofertar 40 (quarenta) vagas para a turma do Curso Integrado em Administração por falta de sala de aula. A insuficiência do espaço é um problema frequente que afeta a todos, o instituto não possui salas de estudo, biblioteca, laboratórios, sala de professores, sala de atendimento individualizado para o setor biopsicossocial, internet que atenda a demanda, dentre outros.

Os eventos realizados pela manhã incluíram a ocupação da rua em frente ao prédio provisório, com paralisações temporárias do transito, exposição de cartazes com as insatisfações, questionamentos e solicitações, ‘apitaço’, palavras de ordem e aula pública. A tarde, alunos e servidores foram até a Estrada das Missões, local do prédio definitivo, onde puderam explorar as instalações e constatar as péssimas condições em que se encontra a obra: goteiras e infiltrações, rachaduras, água parada servindo de criadouro para o mosquito Aedes Aegypti, ferrugem, entre outros. Fizeram o Abraço Simbólico e seguiram em caminhada até a sede do Ministério Público Federal - MPF. Durante a noite foi realizado um ‘buzinaço’ do prédio provisório até a Praça Remanso do Boto, sensibilizando a população tefeense através da adesão ao abaixo-assinado a ser entregue no MPF.

Os alunos e servidores do campus Tefé esperam ser ouvidos pela sociedade, compreendidos pelos seus gestores e que tenham suas solicitações atendidas, a fim de continuar oferecendo uma educação pública, gratuita e de qualidade.


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