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Rodrigo e Rafaela revelam detalhes do assalto no restaurante Stylus

O caso aumenta a sensação de insegurança, que não é de hoje, e reflete o descaso do governo do Estado com o interior do Amazonas

 

 

Por pouco uma tentativa de assalto não terminou em tragédia no final da última noite de carnaval, dia 13/02, no restaurante Stylus Drink’s, o mais antigo e o principal da cidade. Conhecido pela especialidade da casa, a carne de sol, o local é ponto certo para programas da família tefeense, encontro de amigos e roteiro obrigatório de turistas.

Ainda sob o impacto do trauma vivido enquanto aguardava o esposo encerrar o expediente de mais um árduo dia de trabalho, Rafaela Correa Queiroz, 24, tenta se refazer da traumática experiência de um momento que ela quer esquecer, pois assistiu impotente, de perto o passo a passo da ação dos bandidos que levou o medo para um ambiente acostumado com a tranquilidade típica das cidades do interior.

A testemunha relatou que estava sentada do lado de fora do restaurante quando viu os homens chegarem. “Eles já chegaram prontos para agir. O garupa usava capuz e estava com uma arma na mão. Foi tudo muito rápido, mas deu uma sensação de que não acabava mais”, disse.

De acordo com Rafaela Queiroz os bandidos chegaram em uma moto bros de cor branca, sem placa e se dirigiu direto ao caixa, naquele momento ocupado por um dos proprietários, Carlos Rodrigo Lima Marinho, 30. “Quando vi a chegada deles eu corri anunciando o assalto e saí puxando o Rodrigo para a cozinha porque eu temia que ele reagisse”, relatou.

Carlos Rodrigo disse que ao perceber a presença do assaltante no interior do estabelecimento as funcionárias entraram em pânico e começaram a gritar e que o homem apontou a arma exigido silêncio, momento em que o jovem pegou o banco que usava no caixa para tentar uma reação, mas foi contido pela esposa. Ao perceber que Rodrigo estava com um banco na mão o ladrão, após se apropriar do dinheiro que tinha no caixa, quase a queima roupa, apontou a arma e efetuou um disparo atingindo de raspão o rosto da vítima, que usou o banco como proteção. “Se eu não tivesse com o banco ele teria me acertado porque estava muito perto de mim”, disse Rodrigo, que mesmo após o disparo ainda esbouçou reação de correr atrás do meliante, mas foi contido pela esposa. “Ela me salvou porque fui pela adrenalina e não sei o que poderia ter acontecido”, reconheceu.

A vítima não escondeu sua revolta. “É muito frustrante você trabalhador, pessoa de bem, que paga impostos altos ser abordado dentro do estabelecimento por um bandido sem poder fazer nada e ainda correndo o risco de ser morto”, disparou.

O local já estava encerrando as atividades na hora da abordagem. A vítima não soube informar o valor roubado. O crime deixou a comunidade tefeense assustada porque alimenta a sensação de insegurança, apesar das incidências de assaltos aos poucos irem se banalizando na cidade, principalmente de celular.

Vizinha da violenta Coari, rota do tráfico e com um Estado de ações modestas em investimento na segurança pública, o município acende o sinal de alerta para os órgãos de segurança, enquanto isso, a prefeitura se esforça para cumprir um papel que não é seu, faz o que pode para que a comunidade não vire refém de bandidos. Exército, Polícia Militar, Polícia Civil e a prefeitura, através da Guarda Municipal, em parceria, buscam alternativas para dar tranquilidade à comunidade. Em alguns locais já se percebe mudanças, mas em outros a situação não mudou muito e a alternativa é se gradear.

Essa foi a alternativa que duas vítimas de assaltos encontraram para amenizar o trauma e melhorar a sensação de segurança. Ana Mourão de Souza e Noemi Lima Bezerra, ambas senhoras comerciantes do bairro de São João e moradores da Rua da Paz agora atendem pelas grades nos pequenos comércios que ajudam a manter a família. Sem a paz que traz no nome da rua elas igualmente torcem para que a situação não piore. “Temos esperança que essa situação não se agrave”, relatou Ana Mourão, que viu um revólver apontado para ela dentro de seu comércio.

O Comando da Polícia Militar informou que está mobilizada na captura dos meliantes. A foto um criminosos circula na internet como procurado pela polícia. Cristian Douglas Vasconcelos da Silva é apontado como o autor do disparo conta Carlos Rodrigo.

Na Delegacia Civil da cidade o estado do prédio, as condições dos carros e a ausência de um corpo técnico compatível com as demandas do município denunciam a omissão do Estado na segurança pública.


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