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Ruas esburacadas e interdição faz do trânsito um caos em Tefé

Normando Bessa já havia anunciado um valor de 10 milhões, do governo do Estado, para a recuperação do sistema viário local

 

 

Desde que assumiu o governo em janeiro do ano passado, o prefeito Normando Bessa (PMN), vive o seu pior momento de popularidade na cidade. O motivo não é a toa, com a cidade cheia de buracos, e com a interdição de um trecho da principal via de Tefé, a Estrada do Aeroporto, o trânsito local virou uma verdadeira dor de cabeça.

A situação mexeu até com os ânimos do judiciário, levando o juiz Luis Claudio Cabral Chaves a conceder uma liminar, em meados de abril, determinando que o prefeito, iniciasse num prazo de três dias, na época, serviços de recuperação do sistema viário da cidade. Caso os serviços não fossem realizados até segunda-feira, dia 23, a prefeitura seria multada em R$ 50 mil e o prefeito, em R$ 10 mil por dia, até que desse início à recuperação das vias.

A cidade, segundo o magistrado, encontra-se em situação calamitosa e não há uma via transitável. “Não há avenida, rua ou travessa que não esteja cheia de buracos. Aliás, o termo buraco é eufemismo”, disparou o magistrado, em sua decisão, fazendo uma ressalva: “Das quatro ou cinco grandes avenidas de Tefé, apenas a Juruá, minimamente, permite fluidez ao trânsito. Nas demais, o que vemos são verdadeiras crateras praticamente a impedir o trânsito até mesmo de motos e pedestres”.

Na medida de urgência, proposta pelo Ministério Público do Estado (MP-AM), o juiz se colocou como testemunha da situação dizendo que nunca viu nada igual em seus 14 anos de trabalho no interior do Estado. “Depois de 14 anos como juiz de Direito no interior do Amazonas, nunca vi nada igual. Parece que a cidade foi vítima de um bombardeio aéreo”.

O magistrado justificou ainda a concessão da medida fazendo um alerta à sociedade local. “Algo deve ser feito, caso contrário não vai demorar o dia em que o Hospital Regional de Tefé ficará isolado do resto da cidade, dada às precárias condições em que se encontra a Estrada do Bexiga, onde está localizado”.

No pedido feito pelo MP-AM, a decisão de Luis Cláudio observou que a liminar foi concedida porque o Município de Tefé deixou de cumprir acordo que havia feito com o Ministério Público ainda em março.

Normando Bessa já havia anunciado um valor de 10 milhões, do governo do Estado para a recuperação do sistema viário de Tefé, mas a previsão seria para junho. Com a decisão da justiça, a prefeitura foi obrigada a tomar as providências mais cedo.

“Nós já vínhamos correndo atrás desse recurso há muito tempo, mas só agora que ele foi atendido. Infelizmente a burocracia da máquina pública limita a nossa ação. Ainda que tivéssemos com esse dinheiro nas mãos nós não poderíamos usá-lo na hora que quiséssemos. Tudo passa por um planejamento. É um processo”, afirmou.


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